Acertar o Sous Vide fica muito mais fácil quando você entende que tempo e temperatura fazem trabalhos diferentes. A temperatura determina principalmente o ponto e a textura que o alimento pode atingir, enquanto o tempo depende também da espessura da peça, da temperatura inicial e, em cortes mais firmes, do quanto você pretende transformar sua textura.
Por isso, uma boa tabela Sous Vide não deve ser usada como se cada alimento tivesse um único número correto. Ela funciona melhor como um ponto de partida: você escolhe o resultado que procura e depois considera as características da peça que vai cozinhar.
A seguir, você encontra referências práticas para carnes bovinas, carne suína, frango, peixes, frutos do mar, ovos, legumes e alguns outros alimentos.
Tabela rápida Sous Vide
Se você chegou procurando apenas uma referência rápida, comece por aqui.
| Alimento | Temperatura | Tempo de referência | Resultado |
|---|---|---|---|
| Bife bovino, 3 a 5 cm | 54–57 °C | 1h30 a 4h | Rosado e suculento |
| Bife bovino, 3 a 5 cm | 58–62 °C | 1h30 a 4h | Ao ponto, mais firme |
| Lombo ou costeleta suína | 60–64 °C | 1 a 4h | Suculento e macio |
| Peito de frango | 63 °C | 1h30 a 4h | Muito suculento |
| Peito de frango | 69 °C | 1 a 4h | Textura mais tradicional |
| Coxa e sobrecoxa | 74 °C | 1 a 4h | Macia e suculenta |
| Salmão | 46–54 °C | 30 a 60 min | De muito macio a firme e úmido |
| Camarão | 52–60 °C | 20 a 60 min | De macio a firme |
| Ovo | 63 °C | 45 a 60 min | Clara delicada e gema cremosa |
| Vegetais verdes | 84 °C | 15 a 40 min | Cozidos, ainda estruturados |
| Vegetais de raiz | 84–85 °C | 1 a 3h | Macios |
Importante: essas são referências culinárias, e não uma garantia universal de segurança para qualquer alimento ou espessura. Especialmente nas temperaturas mais baixas, o tempo necessário para aquecer e, quando desejado, pasteurizar o alimento precisa ser considerado.

Como usar uma tabela Sous Vide corretamente
A diferença mais importante é bastante simples:
Temperatura controla principalmente o resultado. Tempo controla quanto o alimento avança até esse resultado e, em alguns casos, quanto sua estrutura se transforma.
Em um bife relativamente macio, por exemplo, passar de uma hora e meia para três horas não significa necessariamente aumentar o ponto da carne se a água permanecer na mesma temperatura. A textura, porém, pode começar a mudar.
Já em uma costela, paleta ou outro corte rico em tecido conjuntivo, o tempo prolongado é justamente parte da técnica. São necessárias muitas horas para conseguir uma transformação que um bife macio não precisa.
Outro detalhe decisivo é a espessura. Um bife de 2 cm não aquece no centro no mesmo tempo que outro de 5 cm.
É por isso que dois cozinheiros podem usar a mesma temperatura e, ainda assim, precisar de tempos diferentes.
Se quiser entender essa relação com mais profundidade, veja também nosso artigo sobre tempo no Sous Vide.
Tabela Sous Vide para carne bovina
A carne bovina é provavelmente o melhor exemplo de como a temperatura pode ser usada para escolher o resultado desejado.
Para bifes e cortes naturalmente macios, podemos trabalhar principalmente com ponto e espessura.
Temperatura de carne bovina por ponto
| Resultado desejado | Faixa de temperatura |
|---|---|
| Muito rosada / malpassada | aproximadamente 52–54 °C |
| Rosada / ao ponto para mal | aproximadamente 54–57 °C |
| Ao ponto | aproximadamente 57–62 °C |
| Ao ponto para bem | aproximadamente 63–68 °C |
| Bem passada | aproximadamente 69 °C ou mais |
Essas faixas não devem ser entendidas como fronteiras absolutas. Diferenças de apenas um ou dois graus já podem ser percebidas, especialmente em cortes mais magros.
Picanha Sous Vide
Para picanha cortada em bifes de aproximadamente 3 a 5 cm, uma faixa entre 54 e 57 °C por cerca de 1h30 a 4 horas produz um resultado rosado e suculento.
Quem prefere a carne menos rosada pode trabalhar aproximadamente entre 58 e 60 °C.
A capa de gordura merece atenção especial. O Sous Vide cozinha a carne com precisão, mas não cria a superfície tostada que normalmente associamos à picanha. Por isso, uma finalização forte e rápida continua sendo importante.
Veja o passo a passo no nosso artigo sobre Picanha Sous Vide.
Maminha Sous Vide
A maminha também funciona muito bem na faixa intermediária de temperaturas. Para porções em formato semelhante a bifes grossos, 55 a 58 °C é um bom intervalo inicial para quem procura uma carne rosada e suculenta.
O tempo pode variar aproximadamente entre 2 e 4 horas, dependendo principalmente da espessura.
Peças maiores exigem outro raciocínio. Nesse caso, não basta simplesmente aplicar o tempo utilizado para um bife.
Veja também nossa preparação de maminha no Sous Vide.
Bife ancho Sous Vide
O ancho possui bastante marmoreio, e essa gordura faz parte do que torna o corte tão saboroso.
Para bifes espessos, podemos começar aproximadamente entre 54 e 57 °C, durante 1h30 a 4 horas. Quem prefere uma sensação mais firme ou maior percepção da gordura derretida pode testar alguns graus acima.
Temos um guia específico sobre bife ancho Sous Vide.
Outros cortes bovinos
| Corte | Faixa inicial | Tempo de referência | Característica |
|---|---|---|---|
| Contrafilé | 54–57 °C | 1h30–4h | Suculento e rosado |
| Filé-mignon | 54–57 °C | 1–3h | Muito macio |
| Fraldinha | 55–58 °C | 4–8h | Macia, mantendo estrutura |
| Lagarto | 55–60 °C | 8–24h | Fatiável e mais macio |
| Costela bovina | 60–68 °C | 24–36h | Transformação gradual do colágeno |
| Cupim | 68–74 °C | 12–24h | Mais macio, com maior transformação da gordura e tecido conjuntivo |
Nos cortes de cocção longa, a tabela deve ser encarada ainda mais como uma referência inicial. Uma costela feita para permanecer fatiável não deve necessariamente receber o mesmo tratamento de outra feita para chegar a uma textura quase desmanchando.
Essa diferença renderá guias próprios conforme ampliarmos nossa biblioteca de carnes.

Tabela Sous Vide para carne suína
O Sous Vide permite trabalhar a carne suína com uma precisão difícil de obter em métodos tradicionais, principalmente porque pequenas diferenças de temperatura produzem mudanças perceptíveis na textura e na quantidade de líquido retido.
| Corte | Temperatura | Tempo | Resultado |
|---|---|---|---|
| Lombo | 60–64 °C | 1–4h | Macio e suculento |
| Costeleta | 60–64 °C | 1–4h | Suculenta e firme |
| Barriga | 68–74 °C | 10–24h | Macia, com gordura transformada |
| Paleta | 63 °C | 18–24h | Macia, ainda fatiável |
| Paleta | 74 °C | 18–24h | Mais fácil de desfiar |
| Costela suína | 63–74 °C | 12–36h | De carnuda e suculenta a muito macia |
Temperatura e tempo precisam ser escolhidos conforme o resultado pretendido. Uma paleta preparada a uma temperatura relativamente baixa durante muitas horas pode permanecer fatiável, enquanto uma temperatura mais alta favorece a textura de carne que se separa com facilidade.
Se você gosta de cortes mais ricos em gordura, veja também nosso preparo de barriga de porco no Sous Vide.
Tabela Sous Vide para frango
O frango merece um pouco mais de cuidado porque estamos acostumados a associar segurança a uma única temperatura alta.
No Sous Vide, entretanto, existe outro princípio importante: a redução de microrganismos depende da combinação entre temperatura e tempo. Isso possibilita produzir algumas texturas em temperaturas menores quando o alimento permanece pelo tempo adequado.
Para quem não pretende trabalhar com cálculos de pasteurização, usar referências conservadoras continua sendo a opção mais simples.
Peito de frango
| Temperatura | Tempo | Resultado |
|---|---|---|
| 63 °C | 1h30–4h | Muito suculento, macio |
| 66 °C | 1–4h | Suculento e um pouco mais firme |
| 69 °C | 1–4h | Mais próximo do frango tradicional |
O peito é particularmente sensível ao excesso de temperatura. É por isso que muitos cozinheiros descobrem no Sous Vide uma textura bastante diferente daquela obtida ao assar ou grelhar o frango diretamente.
Coxa, sobrecoxa e asa
As partes escuras têm características diferentes do peito e normalmente ficam agradáveis em temperaturas mais altas.
| Corte | Temperatura | Tempo de referência |
|---|---|---|
| Coxa | cerca de 74 °C | 1–4h |
| Sobrecoxa | cerca de 74 °C | 1–4h |
| Sobrecoxa sem osso, muito macia | cerca de 74 °C | até 4–8h |
| Asa e coxinha da asa | cerca de 74 °C | 2–4h |
Depois do banho, asas e coxinhas se beneficiam especialmente de uma finalização em temperatura alta para criar uma superfície mais seca e crocante.
Veja nossa receita de coxinha da asa no Sous Vide.
Tabela Sous Vide para peixes e frutos do mar
Peixes respondem rapidamente a pequenas mudanças de temperatura. No salmão, por exemplo, poucos graus conseguem transformar uma textura quase cremosa em outra muito mais firme.
Isso faz com que o Sous Vide seja especialmente interessante nesse grupo, mas também exige atenção: temperaturas culinárias utilizadas para obter determinadas texturas não devem ser confundidas automaticamente com temperaturas conservadoras de segurança alimentar.
Salmão Sous Vide
| Temperatura | Tempo aproximado | Textura |
|---|---|---|
| 46 °C | 30–60 min | Muito macio e úmido |
| 49 °C | 30–60 min | Macio, começando a lascar |
| 52 °C | 30–60 min | Mais estruturado |
| 54 °C | 30–60 min | Firme, úmido e com lascas definidas |
Essas temperaturas baixas representam escolhas culinárias de textura. Pessoas com maior vulnerabilidade a doenças transmitidas por alimentos devem seguir orientações de segurança mais conservadoras.
Peixe branco
Para muitos filés de peixes brancos, uma faixa aproximada entre 50 e 55 °C, por cerca de 30 a 45 minutos, pode produzir uma textura delicada.
O tipo de peixe, a procedência, a espessura e o resultado desejado precisam ser considerados antes de transformar essa faixa em regra.
Camarão Sous Vide
| Temperatura | Tempo | Resultado |
|---|---|---|
| 52 °C | 20–60 min | Muito macio |
| 54 °C | 20–60 min | Macio com leve firmeza |
| 57 °C | 20–60 min | Úmido e firme |
| 60 °C | 20–60 min | Mais próximo do camarão pochê tradicional |
O camarão não se beneficia de tempos muito longos da mesma maneira que uma costela ou paleta. Aqui, prolongar o cozimento pode simplesmente afastá-lo da textura desejada.
Tabela Sous Vide para ovos
O ovo é quase um laboratório perfeito para entender a precisão do Sous Vide.
Clara e gema começam a mudar em faixas diferentes de temperatura, e pequenas alterações podem produzir resultados bem diferentes.
| Temperatura | Tempo | Resultado aproximado |
|---|---|---|
| 63 °C | 45 min | Clara delicada e gema bem cremosa |
| 63 °C | 60 min | Gema ligeiramente mais estruturada |
| 66 °C | cerca de 30–45 min | Clara mais firme, gema cremosa |
| 74 °C | cerca de 45 min | Ovo firme, sem necessidade de ressecar |
Vale experimentar pequenas variações. Um ou dois graus podem modificar bastante a textura da gema.

Tabela Sous Vide para legumes
Legumes funcionam de maneira diferente das carnes.
Para amolecer adequadamente grande parte dos vegetais, precisamos trabalhar em temperaturas bem mais altas. Isso ocorre porque a estrutura vegetal exige calor suficiente para sofrer as transformações que produzem a textura macia que esperamos.
Por isso, cozinhar uma beterraba a 55 °C, por exemplo, não deve ser tratado como equivalente ao cozimento de uma carne a 55 °C.
Vegetais verdes
| Legume | Temperatura | Tempo aproximado |
|---|---|---|
| Aspargo | 84 °C | 15–25 min |
| Brócolis | 84 °C | 15–30 min |
| Ervilha | 84 °C | 15–30 min |
| Vagem | 84 °C | 20–40 min |
Vegetais de raiz e mais firmes
| Legume | Temperatura | Tempo aproximado |
|---|---|---|
| Cenoura | 84–85 °C | 1–2h |
| Batata | 84–85 °C | 1–2h |
| Beterraba | cerca de 85 °C | 1–2h |
| Mandioquinha | 84–85 °C | 1–2h |
| Abóbora | 84–85 °C | 45–90 min |
| Milho | 84–85 °C | 30–60 min |
O tamanho do corte novamente interfere no tempo. Uma cenoura inteira grossa e outra cortada em pedaços pequenos não chegarão ao mesmo resultado no mesmo momento.
Para aprofundar esse grupo, veja nosso artigo sobre legumes no Sous Vide.
Frutas também podem ir para o Sous Vide?
Sim. O método pode ser interessante para amaciar frutas, concentrar aromas e preparar sobremesas sem agredir tanto sua estrutura.
Algumas referências iniciais:
| Fruta | Temperatura | Tempo aproximado |
|---|---|---|
| Pera | cerca de 85 °C | 45–60 min |
| Maçã | 82–85 °C | 30–60 min |
| Damasco | cerca de 82 °C | aproximadamente 1h |
Aqui existem muitas possibilidades com especiarias, caldas e aromáticos, mas esse é um território em que faz mais sentido trabalhar com receitas específicas do que tentar criar uma única regra para todas as frutas.
A espessura muda o tempo no Sous Vide
Esse é um dos pontos mais importantes desta tabela.
Considere duas peças da mesma carne:
uma com 2 cm de espessura e outra com 5 cm.
Mesmo colocadas juntas em água à mesma temperatura, o centro da segunda demorará consideravelmente mais para se aproximar da temperatura do banho.
Como referência física aproximada para um alimento refrigerado em formato semelhante a uma placa, o tempo apenas para aquecer o centro pode crescer desta maneira:
| Espessura aproximada | Tempo aproximado para aquecimento |
|---|---|
| 1 cm | cerca de 20 min |
| 2 cm | cerca de 50 min |
| 3 cm | cerca de 1h30 |
| 4 cm | cerca de 2h30 |
| 5 cm | cerca de 3h30 |
Isso não significa que esses sejam tempos de receita ou pasteurização. A tabela serve apenas para mostrar por que não podemos ignorar a espessura.
Além disso, o formato também importa. Uma peça cilíndrica, uma esfera e um bife achatado transferem calor de maneiras diferentes.
É justamente por isso que respostas como “picanha leva 45 minutos” podem ser enganosas sem informar o tamanho e a forma da peça.

Posso colocar alimento congelado direto no Sous Vide?
Em muitos preparos, sim.
O Sous Vide pode receber alimentos congelados diretamente no banho, desde que a embalagem seja adequada e que você considere o tempo adicional necessário para descongelar e aquecer o centro.
O que evitamos é uma regra do tipo:
“Congelado? Acrescente sempre 30 minutos.”
Uma peça fina e outra muito grossa não precisam do mesmo acréscimo.
Quanto maior a espessura, maior tende a ser a diferença.
Para preparos recorrentes, uma estratégia prática é congelar porções já temperadas e embaladas individualmente, desde que sejam respeitadas boas práticas de manipulação, congelamento e armazenamento.
Tempo, temperatura e segurança no Sous Vide
Este é o ponto que merece mais cuidado em qualquer tabela.
Na cozinha convencional, recomendações de segurança costumam usar temperaturas internas mínimas que simplificam a orientação para o consumidor. Como referência conservadora, o USDA trabalha com aproximadamente 62,8 °C para cortes inteiros de bovinos e suínos, acompanhados do tempo de repouso recomendado; 62,8 °C para peixes; e 73,9 °C para aves.
O Sous Vide permite outra abordagem porque um alimento pode permanecer por tempo controlado em determinada temperatura. Em determinadas condições, uma temperatura inferior pode ser combinada a um período suficientemente longo para alcançar pasteurização.
Mas isso não significa que qualquer alimento colocado durante “bastante tempo” em temperatura baixa automaticamente se torne seguro.
O cálculo depende de fatores como:
- tipo de alimento;
- temperatura;
- espessura;
- temperatura inicial;
- tempo necessário para o centro aquecer;
- tempo de manutenção;
- manipulação;
- resfriamento e armazenamento posteriores.
Por isso, quando utilizamos temperaturas inferiores às referências conservadoras, não devemos separar o número no visor do tempo total do processo.
O cuidado precisa ser ainda maior quando a preparação será resfriada, armazenada e reaquecida posteriormente, porque uma embalagem com pouco oxigênio possui características microbiológicas diferentes de um alimento preparado e consumido imediatamente.
Para crianças pequenas, gestantes, idosos, pessoas imunossuprimidas ou qualquer pessoa com maior vulnerabilidade a doenças transmitidas por alimentos, a escolha mais prudente é seguir orientações conservadoras de segurança alimentar.
Posso deixar o alimento tempo demais no Sous Vide?
Sim.
Existe uma ideia comum de que “no Sous Vide nada passa do ponto”. Ela é apenas parcialmente verdadeira.
Se a água está regulada para 56 °C, um bife não vai simplesmente atingir internamente 80 °C. Nesse sentido, o controle de temperatura impede aquele tipo tradicional de excesso de cozimento.
Mas a textura continua mudando com o tempo.
Um bife macio deixado por tempo excessivo pode perder a textura característica da carne e ficar excessivamente macio. Peixes podem se tornar desagradavelmente moles. Vegetais também podem perder estrutura.
Em cortes ricos em colágeno, justamente o contrário pode ser desejado: muitas horas são necessárias para produzir a transformação procurada.
Portanto: temperatura controla o ponto, mas tempo continua importando.
Como finalizar a carne depois do Sous Vide
A carne sai do saco cozida, mas normalmente sem a crosta dourada que esperamos de um bom bife.
O acabamento ideal deve ser quente e rápido.
Retire a carne da embalagem, seque muito bem sua superfície com papel-toalha e leve-a a uma frigideira, chapa ou churrasqueira bastante quente.
O objetivo não é cozinhar novamente o centro.
Queremos apenas criar cor, aroma e textura na parte externa.
Em cortes mais espessos, uma selagem rápida dos dois lados e das bordas costuma funcionar bem. Quanto mais seca estiver a superfície antes da finalização, mais fácil será criar uma boa crosta.
Esse assunto ganhará um guia próprio porque a finalização é uma das etapas que mais influencia a diferença entre uma carne apenas correta e uma carne realmente bem executada.
Perguntas frequentes
Qual é a melhor temperatura para carne Sous Vide?
Não existe uma única temperatura ideal para todas as carnes. Para muitos bifes bovinos, a faixa entre aproximadamente 54 e 57 °C produz um resultado rosado e suculento, enquanto temperaturas progressivamente maiores deixam a carne mais firme e menos rosada. O corte e a preferência pessoal precisam ser considerados.
Quanto tempo a carne deve ficar no Sous Vide?
Depende principalmente do corte e da espessura. Um bife macio pode precisar de poucas horas, enquanto costela, paleta e outros cortes ricos em tecido conjuntivo podem permanecer no banho por muitas horas.
Temperatura e tempo são a mesma coisa no Sous Vide?
Não. A temperatura influencia fortemente o ponto e a textura final, enquanto o tempo precisa considerar aquecimento, espessura, transformação estrutural e, quando aplicável, pasteurização.
Posso fazer Sous Vide direto do congelador?
Sim, em muitos preparos. Entretanto, o alimento congelado precisa de tempo adicional para descongelar e para que seu centro se aproxime da temperatura do banho. Esse acréscimo varia de acordo com espessura e formato.
Sous Vide é seguro?
Pode ser seguro quando a técnica é aplicada corretamente. Segurança não depende apenas da temperatura configurada no aparelho, mas da combinação entre temperatura, tempo, espessura, manipulação e conservação do alimento.
Preciso selar a carne depois do Sous Vide?
Não é necessário para completar o cozimento, mas a selagem costuma melhorar muito o resultado. Ela cria cor, aromas tostados e uma superfície mais agradável sem precisar cozinhar excessivamente o interior.
Posso deixar a carne no Sous Vide por mais tempo?
Existe alguma margem, mas o tempo não é ilimitado. Mesmo quando a temperatura interna não aumenta além daquela definida no banho, a textura do alimento continua se modificando.
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